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Apr
22

Dicotomias no mundo da moda

By Nomina Design  //  colunas, World Fashion + Varejo  //  Comments Off on Dicotomias no mundo da moda

No fértil campo da moda, inovar é mais do que necessário, pois faz parte da dinâmica da criação, do business e da arquitetura das marcas.

Após dez anos de atuação no mercado da moda, a dupla Lazaro Hernandez e Jack McCollough, designers e fundadores da Proenza Shouler, abriram em abril de 2012, a primeira loja da marca. Seria possível  descrevê-la como a “loja das dicotomias”…

 

DICOTOMIA 1

INTERIOR VERSUS EXTERIOR DA LOJA

Projetada pelo arquiteto David Adjaye, a loja situada entre as consagradas marcas de luxo como Dolce Gabanna, Jil Sander, Celine, Chanel e Oscar de La Renta na Madson Avenue, em Nova Iorque, combina, em oposição à requintada e elegante rua, materiais rústicos, duros e pesados no seu interior.

DICOTOMIA 2

MATERIAL BRUTO E ESCURO VERSUS ELABORAÇÃO OBSTINADA COMO SUPORTE

A madeira é bruta e escura, mas impecavelmente alinhadas. Assim, ocultam luminárias no teto, além de se transformar em grandes biombos que suportam prateleiras para os produtos leves e coloridos da marca.

ProenzaShouler_Madeiras_blog

DICOTOMIA 3

PRESERVAÇÃO VERSUS  INOVAÇÃO NA FACHADA

Com intuito de preservar fachada da construção antiga – e na contramão da tendência das enormes vitrines que atingem até o limite de dois andares…. -, as pequenas e baixas janelas nos 02 pisos da loja foram mantidas e utilizadas como vitrines. E o que poderia ser uma barreira tornou-se ponto de partida para fazer surgir  criativas ‘vitrines-cabines’ que lembram muito instalações, tão comuns no campo da arte. Imaginem: a bolsa PS1 da coleção aparece encravada em um grande bloco de gelo que aos poucos se desfaz aos olhos dos transeuntes. Enquanto isso, a caixa que suporta a instalação se enferruja… Longe de uma vitrine de moda.

FachadaVitrine _blog

 

DICOTOMIA 4

MATERIAL PESADO E OXIDADO VERSUS LEVEZA E DRAMA NA ENTRADA

Se as “vitrines-cabines” são diminutas, embora notáveis, o frontal da Proenza Shouler  exibe o portal  que constitui, este sim, o verdadeiro convite a entrar. A imensa chapa de aço oxidado, instalado na altura dos dois pisos da loja, torna-se visualmente muito leve, graças aos recortes que criam um dramático jogo de luz e sombra, formando uma interessante geometria sobre o piso de concreto cinza.

 

DICOTOMIA 5

MATERIAL RÚSTICO VERSUS BRILHO NO PÁTIO E NO PISO SUPERIOR

Este espaço, chamado de “pátio” pelo arquiteto David Adjaye, possui o pé direto duplo e as paredes de tijolos aparentes. Um rigoroso estudo e pesquisa foram feitos para que o visitante não percebesse a transição do tom de cinza da calçada empoeirada com o piso acabado em concreto do seu interior. A semelhança se encerra na cor quando o piso se torna polido, e rústicos cactos plantados em grandes vasos dão o tom do que se vê adiante, no interior da loja.

No piso superior, parede e piso foram revestidos por placas de concreto pré-moldados. Este material utilizado como base em construções, na Proenza Shouler se torna um fino acabamento com seu intenso polimento.

ProenzaShouler_Patio_blog

DICOTOMIA 6

LUXO VERSUS CASUAL

Na verdade esta seria a primeira dicotomia da marca. Pois está no DNA de seus produtos.

Desde o seu início, a etiqueta da dupla sempre teve grande aprovação e o trabalho dos designers tem exercido um papel importante para revigorar o mercado da moda americana com criações que fundem o trabalho artesanal e atenção aos detalhes com a inspiração na arte e cultura jovem contemporânea. Tais características dicotômicas para o luxo, definem a marca e está presente no conceito do seu Store Design, onde a rusticidade versus a elaboração e atenção aos detalhes andam juntas.

 

Fotos: Divulgação

Por Noemi Saga, diretora de criação da Nomina Design

Esse texto foi publicado na edição 141 da revista World Fashion+Varejo, na coluna +Sua Loja

 

 

 

 

Apr
14

Pontos de venda contam incríveis histórias

By Nomina Design  //  colunas, World Fashion + Varejo  //  Comments Off on Pontos de venda contam incríveis histórias

Como transmitir em um espaço físico -A LOJA- a rica história de uma marca que foi construída como num conto de fadas?

Por trás da etiqueta americana de jeans Raleigh existe uma fascinante história de construção de marca onde o produto é trabalhado até o extremo da produção artesanal.

 

ERA UMA VEZ…

Em 2007, um casal de estudantes colegiais da Carolina do Norte, EUA adquiriram duas máquinas de costuras e começaram a produzir em seu pequeno apartamento, peças de jeans artesanalmente. Em pouco tempo, em 2009, Victor e Sarah Lytvinenko já estavam fazendo sua primeira entrega para a Barneys, em Nova York.

Conhecida pela tradição na produção de denim, a Carolina do Norte foi e é grande aliada da Raleigh, para alcançar a melhor qualidade de cada jeans tanto em matéria-prima quanto na mão de obra especializada com métodos tradicionais de fabricação.

Victor e Sarah aprenderam com trabalhadores de antigas fábricas da região a operar e consertar as máquinas de costuras vintages para manter o trabalho artesanal. Esta filosofia faz parte do DNA da marca e está presente desde a seleção do denim (produzidos em fábricas norte-americanas de tradição) ao jeans acabado (numerados e assinados pela dupla). Os detalhes destes processos se revelam nas peças que assim se tornam únicas.

SABOR CONTEMPORÂNEO

O denim é tecido em teares antigos que deixam marcas de “imperfeições”, não usuais nos tecidos industrializados em grandes escalas. A textura do tecido é comparada por Victor  de uma forma muito sutil e sofisticada, ao 5º sabor na gastronomia, que não é doce, nem salgado, nem azedo e nem amargo: o Umami. Este sabor foi identificado e nomeado pelo cientista da Universidade Imperial de Tóquio, Kikunae Ikeda, e pode ser traduzido como gosto saboroso que vem da junção de duas palavras do japonês: Umai= saboroso + Mi= gosto (Avisei que era uma rica história e não poderiam faltar alguns detalhes como este…).

Os principais símbolos presentes na filosofia da Raleigh, de maneira metafórica ou simbólica, aparecem na primeira loja da marca inaugurada em 2012, em NovaYork.

 

ARTESANAL E TRADIÇÃO

A paixão pelo que fazem, e da forma como fazem, e as suas origens inspiraram a empresa OMA, responsável pelo projeto da loja, a criar um sistema bastante flexível para expor produtos na loja o que permite a equipe da Raleigh interagir na atmosfera da loja e mudar a maneira e o momento que desejarem.

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O sistema remete à crinoline,  um ícone da moda feminina no período da Guerra Civil Americana (1861-1865), tinha formato de gaiola com estrutura vazada, usada como anágua e dava volume às saias. O período marcante na história americana deixou como herança muitos costumes/tradições, em especial para os sulistas. Quem não se lembra de Scarlett O’hara  com seus vestidos nas cenas do clássico filme: E o vento levou…

Na loja, as armações de tubos de aço montadas como um esqueleto dividem-na em três partes: a vitrine, coleções, e uma sala de estar com provadores e uma máquina de costura.

Pela simplicidade da estrutura, cada ambiente se transforma à medida que são trocados os objetos decorativos, isto é, as peças de jeans, e as instalações, pois podem ser facilmente pendurados e novamente arranjados, dependendo da função que se quer dar ao ambiente: seja como showroom, seja um evento ou simplesmente uma loja.

 

IMAGENS DE SONHOS…

Os arquitetos criaram a sala de estar abstrata no formato de gaiola como a crioline invertida. Desta maneira, este ambiente se transforma completamente e o merchandising pode ser o mais variado possível: trançando o jeans pelas grades, expondo os modelos em caixas penduradas como num mercado, ou ainda pendurando peças em cabos como uma exposição de arte. A partir daí vem o verde com plantas, bem como os diversos esquemas de  iluminação…

Uma parte que não passa desapercebida na loja é uma textura incrível que se forma através de centenas de aviõezinhos de papel! Este símbolo também está presente no teto do estúdio da Raleigh.  O casal reuniu amigos e familiares e todos dobraram e penduraram os aviões nas seqüências das estruturas do teto.

“Nossa filosofia de negócio fundamenta-se no modelo em que nós mesmos fazermos o máximo que podemos. Amamos a aventura e nostalgia associada à imagem dos aviões” , diz Sarah Lytvinenko.

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CABINET DE CURIOSIDADES E HOSPITALIDADE SULISTA

A loja Raleigh, de 90 m2,  é como um Cabinet de Curiosidade, isso é, traz o conceito de varejo híbrido, no qual  o produto principal convive com outros peças de curadoria. O casal coleta peças antigas, objetos, mobiliários, tapetes que fazem parte do seu habitat e espalharam essa coletânia pela loja.

O clima da hospitalidade sulista é reforçado pelo layout da loja, pelo qual todos os ambientes convergem para a sala de estar abstrata, onde reina uma antiga máquina de costura Union Special 43200G, de 1921. É nela que os clientes tem os ajustes de bainha feitos por uma profissional.

Tudo isto traz um clima familiar, de simplicidade e de conforto, fazendo com que os visitantes sintam-se à vontade.

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SUSTENTABILIDADE

Vivendo num estado com muitas riquezas naturais, parques para conservação da natureza (olhe a arara na loja!), e um cluster na produção de jeans, tudo inspira para o desenvolvimento da moda através da utilização de recursos locais e naturais como o uso do algodão orgânico produzido localmente.

Fabricar um jeans dentro deste processo exige muito mais trabalho do que o sistema industrial de uma unidade de produção convencional. Mas para os Lytvinenko: “Vale a pena!”

A excelência do produto é resultado dessa história de paixão e amor que é a essência dessa marca e que se torna pretexto para conhecer e inspirar-se nessa loja, onde ser denso ou minimalista, cheio ou vazado só depende do desejo e das mãos de Sarah e Victor.

ESTA HISTÓRIA CONTINUA….

 

Fotos: Divulgação

Por Noemi Saga, diretora de criação da Nomina Design

Esse texto foi publicado na edição 142 da revista World Fashion+Varejo, na coluna +Sua Loja

Apr
11

Os Surrealistas

By Nomina Design  //  colunas, World Fashion + Varejo  //  Comments Off on Os Surrealistas

Projetos de interiores tornam-se referência no universo do varejo ao estabelecer diálogos com os clássicos dos movimentos artísticos

Dos territórios do subconsciente e do sonho surgem imagens e acontecimentos inimagináveis no plano real. Mas alguns ambientes de lojas nos levam a experimentar estas dimensões.

São visões de um mundo de fantasia: Surreais.

“…EXIGINDO ROCKS, ANIMAIS, METAIS….” CAETANO, Veloso.

A Barneys de Nova Iorque homenageou os 60 anos da marca francesa Chloé com vitrines tematizadas por suas peças clássicas. O resultado veio do trabalho conjunto da equipe da Barneys com cabeleireiro Bob Recine.

Na vitrine, com um manequim vestindo o VIOLIN DRESS de 1983, um arranjo de instrumentos musicais “crescia” de sua cabeça e se espalhava pelo ambiente, como se ocorresse a materialização de um repentino estrondo de um concerto musical.

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Violin Dress

 As tranças dos manequins, vestidos com o modelo BRAIDS (tranças, em inglês), formavam um rodamoinho de 6 metros de cabelos e cordas torcidas pelo teto da vitrine. Esse emaranhado parecia flutuar como nuvens, tentando romper o espaço e alcançar o céu.

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Braids

“TODO OVO QUE EU CHOCO, ME TOCO, DE NOVO…” BUARQUE, Chico

No teto, um olho grego estilizado.

Dele escorre uma lágrima em forma de um ovo dourado, que, por sua vez, “choca” um par de pernas negras.

Abaixo uma galinha gigante em azul Yves Klein.

Isso tudo pode parecer uma descrição de uma obra de René Magritte ou Salvador Dali, mas é a loja  Kokoo, em Chipre.

A galinha é um grande display de acessórios.

Na parede, centenas de cabos de guarda-chuvas funcionam como expositores.

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“POR TRÁS DESTA LENTE TAMBÉM BATE UM CORAÇÃO…” VIANNA, Hebert.

Na óptica Kirk Originals, na Conduit Street, em Londres, os olhos nos olham e, literalmente, piscam através dos grandes móbiles digitais suspensos na vitrine.

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Saindo do lugar comum, o interior da loja tem paredes escuras e repleta de centenas de pares de olhos em chapas brancas que parecem saltarem das paredes. Os “olhos”, na verdade, funcionam como displays para os óculos. Como nas obras surrealistas, os olhos parecem não pertencer a um ser humano real e sim, a uma mutação para um tipo de inseto de pernas finas e longas. Os clientes podem interagir reclinando e reposicionando os “insetos”.

 

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Será que Freud explica?

Fotos: Divulgação

Por Noemi Saga, diretora de criação da Nomina Design

Esse texto foi publicado na edição 144 da revista World Fashion + Varejo, na coluna +Sua Loja

Apr
10

Realidade Fantástica

By Nomina Design  //  colunas, World Fashion + Varejo  //  Comments Off on Realidade Fantástica

Projetos de interiores para o varejo contemporâneo utilizam metáforas e símbolos que ultrapassam limites da realidade e criam novas sensações que vão mexer com os sentidos dos observadores

Na literatura o realismo fantástico trouxe novos ares para expressar emoções. Aliás, se a literatura é a transposição do real para o ilusório, nada melhor que a fantasia para distorcer narrativas de cenas cotidianas.

Dias Gomes levou o estilo para a novela Saramandaia transmitida em 1976. E agora em remake, quem não se surpreende com as características irreais das personagens? João Vilar que, preso ao passado, até criou raízes. Dona Redonda que explode de tanto comer. Marcina, com sua volúpia, provoca incêndios. O professor Aristóbulo que vira lobisomem em noites de lua cheia, João Gibão cria asas, Cazuza, diante de uma injustiça,  põe o coração pela boca, entre outros.

Nesta trama, metáforas e símbolos incorporados literalmente às personagens ultrapassam limites da realidade e criam novas sensações que mexem com nossos sentidos.

Mexer com os sentidos?

Mexer com os sentidos!

É disto que o varejo precisa.

Criar novas experiências!

Oferecer novos formatos.

E o que há de novo neste sentido?

Dover Street Market Guinza (DSMG)

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Obra da artista Yayoi Kusama

Inaugurada em março de 2012, a DSMG é mais uma loja da britânica Dover Street Market no Japão, especificamente, em Guinza, Tóquio.

Idealizadora do conceito de  pop up store, estratégia inovadora no varejo com sua Guerrilla Store, em 2004, Rei Kawakubo, por trás da marca Comme de Garçons,  é a responsável por mais novidades no varejo da moda.

O visual das tradicionais lojas de departamentos com seus corners bem delimitados e identificados por marcas, passa longe  do conceito chamado por Rei Kawakubo de ‘Beautiful Caos’.

Na DSMG não existem paredes ou logotipos das marcas estampados em fachadas. Nem divisão por andares como masculino, feminino, luxo ou seções de acessórios, etc. Uma seleção de produtos de marcas do luxo e alternativas, objetos de arte e design são randomicamente dispostos nos 1.300 m2 da loja de 6 andares.

Então, procurar e encontrar por uma marca é mais uma experiência. Surpreendente é encontrar novas marcas e produtos inovadores.

A loja vive em constante evolução. A todo tempo surge uma novidade. Novos artistas ou produtos exclusivos como a coleção branca criada pela Lanvim para DSM ou edição limitada de mobiliários da Dior Home.

São mais de 60 marcas, 49 espaços, incluindo uma padaria.

Por toda parte, existem intervenções de artistas contemporâneos, cenógrafos de filmes e teatro, além dos designers das marcas. Estas instalações de arte se misturam aos mobiliários criados por Rei Kawakubo e mais, aos produtos. Beautiful Caos!

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Vitrine com produtos da Louis Vuitton.

A presença marcante das inevitáveis escadas rolantes em cada andar, foi amenizada com o trabalho da artista japonesa Kohei Nawa. São vários pilares brancos e torneados instalados de forma inclinada ao redor de cada escada rolante.

A Cabana, é uma instalação ícone na DSM de Londres, presente também na loja de Tóquio.

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A Cabana e ao fundo pilares ao redor da escada rolante de Kohei Nawa

Na realidade fantástica, o “fantástico” convive com o mundano e faz parte do cotidiano. Da mesma forma, o conceito do Beautiful Caos não se trata de uma ação de temporária da loja e sim uma nova estratégia de varejo, onde não existe limite entre a arte, design e moda.

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Os insetos gigantes do artista britânico Michael Howells ‘colonizam’ a loja

Esta sinergia cria ambientes mais que surreais: uma realidade fantástica!

Fotos: Divulgação

Por Noemi Saga, diretora de criação da Nomina Design.

Esse texto foi publicado na edição 143 da revista World Fashion + Varejo, na coluna +Sua Loja.

Apr
9

Deu Branco!

By Nomina Design  //  colunas, World Fashion + Varejo  //  Comments Off on Deu Branco!

Ser conceitual é atributo essencial para quem, em tempos pós-modernos, é criativo e navega pelo competitivo universo do varejo da moda.

A dupla chilena composta por Jorge Godoy  Roman e Lene Nettlebeck da Gun Arquitetos, é autora do projeto Catedral de Água, instalação recentemente apresentada no Centro Cultural Matucana 100 em Santiago do Chile.  Os arquitetos  criaram um bosque de gotejantes estalactites brancas, alternados com um conjunto de estalagmites. A instalação é composta por inúmeros funis de tecidos brancos que foram preenchidos de areia e suspensos numa estrutura de ferro. Um sistema de irrigação mantém a areia molhada para que gotejem sobre os visitantes.

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A linguagem conceitual de um projeto arquitetônico como este pode, de certa forma, ser transposta para o ambiente de loja. Embora os cenários do varejo não sigam esta estética minimalista com superfícies planas e polidas, não há dúvida de que o branco apresentado por meio de diferentes materiais criam impacto visual.

Em Nova Iorque, meca da moda e de seus satélites, é a sede do BUILDING FASHION, evento  que une arquitetos e profissionais do dinâmico mundo fashion. O evento promove através dos arquitetos participantes, a criação de projetos para as chamadas pop up stores que dentro da atual proposta para o varejo, são verdadeiras instalações de moda!

Vale destacar a participação dos arquitetos da Snarkitecture para o estilista Richard Chai.

A loja idealizada pelos profissionais é toda inspirada numa geleira. As fendas escavadas criam a  impressão de um mundo natural, mas não passam de um trabalho de escultura no isopor dentro de um contêiner de navio.


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Dentro do mesmo evento, o espaço de 44 m2 projetado pelo arquiteto Dominc Leong da Leong Leong para o estilista SIKI IM, foi inteiramente recoberto por uma espuma de poliuretano biodegradável, sobreposta a um half pipe pontuado por nichos e prateleiras que foram esculpidas usando facas, serras e lixadeiras. A superfície resistente convida os visitantes a sentar-se descalços, a escorregar, e até mesmo comprar…

As roupas foram penduradas fora da vista, nas cavidades em cada extremidade da rampa, acessado pelas aberturas triangulares no chão. Projetado digitalmente em seções, a instalação foi construída fora do local, desmontado e remontado em três dias em um orçamento US$ 5.000.

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Acreditem, o branco tomou conta e provou o seu poder sinestésico.

 Por Noemi Saga, diretora de criação da Nomina Design

Este texto foi publicado na edição 138 da revista World Fashion+Varejo, na Coluna +Sua Loja

Apr
9

DESIGN AWARD 2014

By Nomina Design  //  design industrial, prêmios  //  Comments Off on DESIGN AWARD 2014

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Em nossa participação no Salão Design na feira MOVELSUL 2014, o Biombo da linha Conogó  foi um dos finalistas na categoria profissional.

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